segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Dizer o suficiente...

A poesia haiku procura a frugalidade das palavras. Um exagero e um erro seria considerar que qualquer forma menos frugal seria redundante ou inútil... Cada coisa no seu lugar...
Vem isto a propósito de um poema que escrevi e do qual saiu um haiku. Neste caso, parece que o essencial ficou plasmado no haiku. Mas, nada como ler:

Na última noite
em que o sonho era
ainda possível,
quiz atrasar a chegada do sol.
Mas recebi a inexorável manhã
como um jorro de água
limpa e óbvia
que embebeu o chão
e o preparou para receber
o próximo sonho.


E agora leiam o haiku que foi postado ontem.

3 comentários:

Dinis Lapa disse...

Sinceramente prefiro o haiku. O poema tem palavras a mais e versos que não fazem falta. Digo-o com toda a humildade e até creio que sintetizar tanta coisa num haiku é ainda mais difícil.

David Rodrigues disse...

Caro Dinis:

Eu também prefiro o haiku. O resto das palavras parecem redundantes à volta deste processo de desilusão/esperança.
Um abraço!

DR

ma grande folle de soeur disse...

Bom, n sei se adianta muito dizer aos senhores que tb prefiro de longe o haiku... nao espanta pois ninguém que escrevamos agora haiku...